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Esta freguesia situada nas margens da barragem de Santa Luzia dista cerca de vinte quilómetros da sede de concelho. Faz parte do Chamado Alto Concelho e compreende os lugares de Vidual de Cima e Casal da Lapa.

O topónimo Vidual, ainda por definir, pode significar que o local era silvestre, coberto de bétulas ou vidoeiros.

O Vidual deve ter sido, inicialmente, um domínio incluído na vasta "Terra" medieval de Trasserra ( isto é Trás da Serra da Estrela), com cabeça no castelo da Covilhã.

Embora desconhecendo-se a data a partir da qual, o lugar do Vidual, integrou a freguesia de Unhais-o- Velho, sabe-se, contudo, que pertenceu ao seu alfoz até 1815, altura em que foi elevado à categoria de sede de freguesia. Nessa data, a nova freguesia compreendia, para além da sede, o lugar de Vidual de Baixo. Administrativamente dependeu sucessivamente dos concelhos da Covilhã, do Fundão e de Fajão. A partir de 24 de Outubro de 1855, por extinção do concelho de Fajão, foi incorporada no da Pampilhosa da Serra.

O lugar de Vidual de Baixo ficou submerso em 1942 após a conclusão dos trabalhos da Barragem de santa Luzia. A freguesia perdia, desta forma, o único lugar, para além da sede, que possuía. Todavia, com a construção da barragem iria ganhar um novo lugar o Casal da Lapa.

A paróquia do Vidual de Cima é de invocação de Santo António, pertenceu ao bispado da Guarda até 4-9-1882, altura em que foi transferido para a diocese de Coimbra.

Era um curato, inicialmente de apresentação da Mesa da Consciência e Ordens.

A igreja matriz do Vidual surgiu da ampliação da capela já existente dedicada a Santo António. "É uma construção moderna dedicada a Santo António, com torre encostada do lado direito. Sob essa torre fica o baptistério cuja pia é do século XVIII. Porta de verga curva com cimalha do mesmo recorte. Os quatro altares da Igreja, com tribunas entalhadas, são obra de artistas locais, do final do Séc. XVIII. No colateral da direita venera-se a Senhora das Dores, de madeira policromada, sentada de mãos sobre os joelhos. É uma escultura de bom estilo, do final do século XVIII. Por baixo fica uma escultura de Cristo morto, delicada e do mesmo tempo".

Em 1882, Pinho Leal no seu Portugal Antigo e Moderno, revela que a freguesia compreendia as aldeias de Vidual de Cima e de Baixo. Tinha 96 fogos e 400 almas e descreve, assim, o Vidual : "Freguesia do Concelho da Pampilhosa, Comarca de Arganil, distrito e diocese de Coimbra. Dista 15 Km da Pampilhosa, 25 de Arganil e 55 de Coimbra. Esta paróquia não tem nem dela se aproxima estrada alguma a macadam. todas as suas estradas são barrancos e precipícios, porque o seu chão é muito escabroso e acidentado. Os seus templos reduzem-se à igreja matriz e duas capelas - Santa bárbara e Santo António - templos insignificantes e maltratados. Também nesta freguesia não há um único edifício digno de menção.

As suas produções principais milho, mel, centeio, batata e lã, pois cria algum gado lanígero. Não tem aulas, nem sequer de instrução primária elementar."