
Esta freguesia
situada nas margens do rio Unhais, no extremo nordeste do concelho,
distando da sua sede cerca de 27 quilómetros. Faz parte do chamado Alto
Concelho. Compreende, para além da sede de freguesia, os lugares de
Aradas, Arranhadouro. Malhada do Rei, Meãs, Portela de Unhais, Póvoa da
Raposeira e Seladinhas.
A primeira
menção escrita, conhecida, que alude ao topónimo Unhais surge na carta
de foro da Povoação da Beira Serrana dada por D. Sancho I em Setembro de
1186, cuja situação geográfica se enquadrava nos limites consignados.
O território que
integra a actual freguesia terá tido população antes do século XII, a
julgar pela arqueologia pois não faltam, naquela localidade, bem como nas
imediações, fortificações castrejas. Por outro lado, a toponímia da
região indicia, também, a antiguidade da mesma, já que topónimos como
Unhais e Aziral são claramente anteriores à nacionalidade.
O termo Unhais é
também referenciado em 1260. Nesse ano procedeu-se a uma divisão de
rendas da Sé da Guarda, tendo Unhais ficado adstrito à terça do Cabido,
tal como a Pampilhosa.
Em meados do século
XVI, Unhais já deveria estar constituída como freguesia. Com efeito,
conhecem-se registos da paroquia de S. Mateus de Unhais – o- velho,
nomeadamente, de baptismo e óbito desde 1560 e de casamento desde 1559.
Em termos
administrativos esteve integrada no concelho da Covilhã e a partir de
23/12/1746 passou a integrar o concelho do Fundão. Nos finais do século
XVIII a freguesia foi integrada no concelho de Fajão até à data em que
este foi extinto, em 24 de Outubro de 1855 passando a integrar o da
Pampilhosa.
A paróquia de
Unhais – o - velho é de invocação de S. Mateus e pertenceu ao bispado
da Guarda até 4/9/1882, altura em que foi transferida para o de Coimbra.
A
igreja matriz tem S. Mateus por titular. "Possue
regulares dimensões. Os tectos são de tabuado, pintados de cenas
angiográficas, aos rectângulos, obra popular do século XIX. O da capela
mor está repartido em painéis.
O retábulo
principal é do tipo do século XVIII, com ornatos concheados, duas
colunas por lado, com nichos médios e camarim do trono ao centro. Os
colaterais são modernos.
Sobre o arco
cruzeiro encontra-se um crucifixo de madeira, do séc. XVIII, acompanhado
de restos de talhas de diversas épocas.
As imagens de S.
Mateus, S. Domingos e S. Pedro são obras vulgares dos sécs. XVII e XVIII".
As Memórias
Paroquiais de 1758 referem que, "Unhaes, o velho, he aldea e
parochia do termo da vila da Covilha, na comarca da Guarda. Consta de 89
fogos, com 278 almas na Matriz."
Pinho Leal informa
que Unhais o Velho é uma freguesia do concelho da Pampilhosa, pertence à
comarca de Arganil e ao bispado da Guarda. Tem 110 fogos e o orago é S.
Mateus Evangelista.
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