VOLTAR                           

A maior  riqueza de um país ou de uma região está nos seus habitantes, pois são eles que, com a sua inteligência, as suas capacidades, o seu poder de iniciativa,  o seu engenho e o seu trabalho, promovem o desenvolvimento e criam riqueza e condições de bem estar.
 
            Tudo depende do esforço humano, individual e colectivo. A natureza pode ser pródiga e a terra fértil, mas se não houver trabalho, não há produção nem aproveitamento das potencialidades que o Criador põe à nossa disposição.
 
            A história é fértil em exemplos de povos e de civilizações que se desenvolveram e prosperaram, enquanto prevaleceu o esforço e o trabalho, mas que acabaram por entrar em decadência e se desmoronaram, quando esmoreceram as vontades e se entregaram aos prazeres e à ociosidade.
Um desses exemplos, e bem  significativo, é o do Antigo Império Romano.
 
No que respeita ao nosso Concelho, temos razões para nos orgulharmos do património humano pampilhosense, pois os serranos têm dado boa conta de si, onde quer que se radiquem, seja na Serra, seja nos grandes centros urbanos, seja nas cinco partidas do mundo.
 
Nados e criados em ambiente rústico e austero, caldeados no trabalho duro da terra e na luta incessante pela sobrevivência, e temperados com o espírito de obediência e de respeito pelos mais velhos, herdado de seus ancestrais e solidificado pela vivência sã da sua juventude, são portadores de um conjunto de qualidades e virtudes, que lhes facilitam o relacionamento e os tornam respeitados nos meios onde se inserem.
 
            Devido à crise subsequente à Segunda Guerra Mundial, e principalmente nas décadas de 50 e 60, os pampilhosenses, tiveram de migrar para Lisboa, Porto,  Coimbra e outras zonas, e sair para os países da Europa, América e África, onde, de uma maneira geral, após começos difíceis, conseguiram impor-se e atingir posições de relevo, nas várias actividades, seja no comércio e indústria, seja nos serviços públicos, seja nas artes,  nas letras e nas ciências.
 
            Se hoje já somos poucos a residir na área municipal, somos ainda muitos no conjunto nacional, pois multiplicámo-nos e transmitimos aos nossos descendentes a herança ancestral que recebemos do berço.
 
            Vamos tentar seguir o percurso dos pampilhosenses e apresentar uma síntese da diversidade de ocupações a que se entregaram.

 Evolução Demográfica           

Segundo os diversos censos, a população do nosso Concelho tem vindo a diminuir constantemente, pelas razões de todos conhecidas, sendo hoje pouco mais de um terço da que era em 1940. 

Com efeito, naquela data residiam no concelho 13.498 habitantes, e actualmente apenas 5.228. Das 90 e poucas povoações, só cerca de um terço tem mais de 20 casas habitadas em permanência, pelo que se caminha para a desertificação e desaparecimento de parte delas, a passos largos. 

O quadro  seguinte revela-nos a evolução demográfica verificada, por freguesias:

 

Freguesia

1911

1940

1960

1970

1980

1991

2001

Pampilhosa

3.831

3.906

3.318

2.112

1.903

1.203

1.517

Cabril

1.070

1.173

1.072

690

533

397

309

Dornelas

833

1.121

1.304

963

835

780

677

Fajão

1.343

1.390

1.255

851

567

383

295

Janeiro Baixo

1.090

1.430

1.614

1.310

1.155

1.073

764

Machio

686

653

574

392

280

211

147

Pessegueiro

1.187

896

662

475

326

269

219

Portela Fojo

1.071

1.505

1.267

792

538

536

574

Unhais

712

1137

1220

910

892

828

633

Vidual

275

287

252

209

139

107

93

 

 

 

 

 

 

 

 

SOMA

12.098

13.498

12.538

8.704

7.168

5.797

5.228