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NB. Por razões de segurança não se identificaram as imagens.

Património Religioso 

            Desde  tempos remotos e obscuros,  o homem sentiu a presença de um ser invisível, superior,  a quem invocava nas horas de aflição. As crenças e práticas religiosas desempenharam sempre um papel muito importante na vida dos povos. 

            “Ninguém pode compreender a humanidade, sem compreender as fés da humanidade. Por vezes ingénuas, por vezes penetrantemente nobres, por vezes rudes, por vezes subtis, por vezes cruéis , por vezes ocultas por um amor e gentileza dominantes, por vezes afirmando o mundo, por vezes negando-o, por vezes introspectivas, por vezes universalistas e de feição missionária, por vezes superficiais e frequentemente profundas..., as religiões permearam a vida humana, desde tempos primitivos e obscuros”.

            Com o decorrer dos séculos, foram surgindo os diversos movimentos religiosos, que conduziram às grandes religiões do nosso tempo: Hinduísmo, Budismo, Judaísmo, Cristianismo e Islamismo, algumas delas fragmentadas em subgrupos, de que não iremos ocupar-nos. 

            Os nossos avós abraçaram a fé da  Religião Católica, Apostólica, Romana, e viveram-na sentida e intensamente, desde o berço até à cova. A religião católica tem feito parte essencial da vivência das comunidades serranas, com as práticas diárias e celebrações periódicas de que falaremos  noutro capítulo. 

            A fé cristã do Homem da Serra encontra-se materializada em todas as povoações, desde a maior à mais pequena, através de 12 Igrejas, 88 Capelas, 92 Alminhas, 13 Cruzeiros e 27 Cemitérios.

            Apenas 4 pequenas povoações, dignas desse nome, não possuem templo:  Casal da Lapa, Gavião, Machial e Seladinhas. 

            Salvo uma ou outra excepção, à espera da reunião dos fundos necessários para as obras de beneficiação, todas as igrejas e capelas se encontram pintadas, cuidadas, equipadas e ornamentadas com esmero, por senhoras que se disponibilizam para o efeito, ao longo de todo o ano. 

            Dentro e fora das povoações, umas em construções modestas, outras de gosto mais requintado, erguem-se muitas dezenas de “Alminhas”, a lembrar as “Almas do Purgatório” e a pedir um “Pai Nosso” por sua intercessão, ou  este e aquele Santo de maior devoção dos residentes. 

Gostaríamos de descrever cada um destes templos, com todos os dados históricos e pormenores arquitectónicos, artísticos e iconográficos de que se revestem, mas, de uma maneira geral, a informação  é muito escassa, e faltaram-nos as ajudas de quem esperávamos poder recebê-las.  

O povo português, comparado com outros, é pouco conservador, e não tem o hábito de registar para a posteridade muitos acontecimentos marcantes do seu dia a dia. 

Tão pouco as descrições da “Aldeia do Mês”, publicadas até agora no “Serras da Pampilhosa”, salvo uma ou outra excepção, contêm dados sobre as igrejas e capelas. 

Acresce ainda o facto de, em muitos casos, não termos tido acesso ao interior dos Templos, por se encontrarem fechados e não haver quem os abrisse, de modo que ficámos limitados à observação  exterior. 

 

 

 

 

 

In Património Pampilhosense