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NB. Por razões de segurança não se identificaram as imagens. Património
Religioso
“Ninguém pode compreender
a humanidade, sem compreender as fés da humanidade. Por vezes ingénuas,
por vezes penetrantemente nobres, por vezes rudes, por vezes subtis, por
vezes cruéis , por vezes ocultas por um amor e gentileza dominantes, por
vezes afirmando o mundo, por vezes negando-o, por vezes introspectivas,
por vezes universalistas e de feição missionária, por vezes
superficiais e frequentemente profundas..., as religiões permearam a vida
humana, desde tempos primitivos e obscuros”.
Os nossos avós abraçaram a fé da
Religião Católica, Apostólica, Romana, e viveram-na sentida e
intensamente, desde o berço até à
cova. A religião católica tem feito parte essencial da vivência das
comunidades serranas, com as práticas diárias e celebrações periódicas
de que falaremos noutro capítulo.
A fé cristã do Homem da Serra encontra-se materializada em todas
as povoações, desde a maior à mais pequena, através de 12 Igrejas, 88
Capelas, 92 Alminhas, 13 Cruzeiros e 27 Cemitérios. Apenas 4 pequenas povoações, dignas desse nome, não possuem templo: Casal da Lapa, Gavião, Machial e Seladinhas.
Salvo uma ou outra excepção, à espera da reunião dos fundos
necessários para as obras de beneficiação, todas as igrejas e capelas
se encontram pintadas, cuidadas, equipadas e ornamentadas com esmero, por
senhoras que se disponibilizam para o efeito, ao longo de todo o ano.
Dentro e fora das povoações, umas em construções modestas,
outras de gosto mais requintado, erguem-se muitas dezenas de
“Alminhas”, a lembrar as “Almas do Purgatório” e a pedir um
“Pai Nosso” por sua intercessão, ou
este e aquele Santo de maior devoção dos residentes. Gostaríamos de descrever cada um destes templos, com
todos os dados históricos e pormenores arquitectónicos, artísticos e
iconográficos de que se revestem, mas, de uma maneira geral, a informação é muito escassa, e faltaram-nos as ajudas de quem esperávamos
poder recebê-las. O povo português, comparado com outros, é pouco
conservador, e não tem o hábito de registar para a posteridade muitos
acontecimentos marcantes do seu dia a dia.
Acresce ainda o facto de, em muitos casos, não termos
tido acesso ao interior dos Templos, por se encontrarem fechados e não
haver quem os abrisse, de modo que ficámos limitados à observação
exterior.
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In Património Pampilhosense