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O Fontenário situado na Praça Barão de Louredo foi alvo recente da atenção da Câmara Municipal de Pampilhosa da Serra, que procedendo ao seu restauro contribuiu para o embelezamento de um espaço predominantemente setecentista.
O termo, Praça, deriva do latim Platea e significa lugar público cercado de edifícios. Durante séculos a Praça principal da Pampilhosa foi, simplesmente, designada por Praça. Aí se situavam os principais edifícios da vila, nomeadamente a Câmara e a casa da Família Melo. A Câmara é um edifício cuja construção remonta aos finais do século XVIII, e actualmente, após restauro, é a sede do Museu Municipal e Posto de Turismo. Possui duas entradas uma pela Praça e outra pela rua da Quinta. Há notícia deste edifício em 1792, pois foi fintado pela Câmara da Pampilhosa em 200 réis, "as Casas que servem de Camara das quais he direito senhorio Joam de Lemos, da vila da Certam he paga o concelho desta vila anualmente dois mil reis e vem a décima duzentos réis"; a Casa da Família Melo é também um interessante edifício particular do século XVIII, cujo restauro lhe manteve a traça original.
A Praça foi também o local escolhido para construir, na segunda metade do século XIX, um fontenário. Este, foi oferecido à vila da Pampilhosa em 1863, pelo primeiro Barão de Louredo. Todavia, só quarenta e seis anos após a sua construção, em 26 de Março de 1909, a Praça passou a designar-se por Praça Barão de Louredo. Tratou-se de uma decisão da Câmara Municipal sob proposta do seu vice-presidente António Maria Vicente. Com esta decisão prestou-se homenagem póstuma ao benemérito senhor, que embora sendo natural do Concelho de Góis, não esqueceu as suas raízes Pampilhosenses, pois daqui fora natural o seu avô materno.O primeiro Barão de Louredo, Manuel Lourenço Baeta Neves, nasceu em 10 de Janeiro de 1814, na Sandinha, freguesia do Cadafaz, concelho de Góis. Foi filho de Joaquim Baeta Neves e de Maria Afonso (seu pai foi natural da Pampilhosa). Viveu no Brasil onde casou em 1837 com Ana Quitéria de Sequeira Alvim, tendo tido vários filhos. Recebeu o título de primeiro Barão de Louredo em 21 de Janeiro de 1869, que lhe foi concedido pelo rei D.Luís I.
Ana Paula Branco
Igreja Matriz
está situada na margem esquerda do Rio Unhais, junto à ponte. Em 1907, a igreja foi assolada por um violento incêndio que reduziu a cinzas praticamente todo o edifício. Dos escombros restam apenas o retábulo de pedra Estilo Renascença, do século XVI, e a imagem de N. Senhora do Rosário. A construção da nova Igreja Matriz decorreu entre 1908 e 1911.Capela da Misericórdia
ergue-se na Praça Barão de Louredo. O templo, de traçado simples, remota a finais do século XVI. A fachada é dominada pela porta rectangular, encimada de modesta janela com a Cruz de Cristo, e no interior da capela pode ver-se uma sepultura de Simão Pires datada de 1600.Capela de Santo António
é um singelo edifício do século XVI, que actualmente apresenta algumas alterações. A fachada da capela exibe um alpendre que acolhe o visitante na passagem do exterior para o interior. No altar está a imagem de Santo António com o Menino, obra do século XVII.Capela de S. Sebastião
: Pertence ao século XVII. Sobre a porta encontra-se um alpendre e um nicho. O retábulo de madeira e a escultura de calcário de S. Sebastião, são do mesmo século.Capela de S. Jerónimo
: Situada num outeiro, lugar muito pitoresco, onde se pode ver a vista panorâmica de Pampilhosa da Serra. O seu altar é do estilo renascença.Autor ?
O actual edifcio do Museu Municipal / Posto de Turismo foi a antiga Casa da Cmara e outro bonito edifcio do sculo XVIII. Na fachada principal pode ver-se ainda, do lado esquerdo a base de ferro que sustentava o sino que chamava os vereadores para as sesses e no centro, sob a porta principal, a seguinte inscrio:
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Em linguagem corrente, diz o seguinte: |
" O Rei D. Dinis, no ano de 1308, fez esta terra vila.. El-rei D. João I a confirmou. El-rei D. Manuel a setenciou por vila muito antiga contra a vila da Covilhã, em a demanda que tiveram no ano de 1500. Feita no ano de 1711.
Autor ?
Lenda: conta-se que antigamente, na Pampilhosa da Serra, existiam Mouros. Essa comunidade de Mouros morava numa gruta num sítio chamado "Ponte da Covilhã". Certo dia, uma mulher Moura que estava para ter bebé encontrou-se em grandes dificuldades no trabalho de parto. O marido muito aflito foi procurar auxílio à povoação. Soube então de uma senhora que fazia partos e foi-lhe pedir ajuda. Algumas pessoas não confiavam nos Mouros e aconselharam-na a não ir porque eles podiam mata-la. A senhora encheu-se de coragem e foi fazer o parto que por sinal correu muito bem. Em troca da sua bondade o Mouro deu-lhe quatro pedras de carvão. A senhora pelo caminho olhou fixamente para as pedras e disse: - Para que quero eu isto?- E atirou-as de seguida para o chão. Pensou melhor e levou duas para casa. Quando chegou a casa, atirou as pedras de carvão para trás da lareira. de manhã quando olhou para a lareira e viu duas pedras de oiro, vestiu-se rapidamente e foi a correr para o local onde tinha deixado as outras duas, mas estas tinham desaparecido...
Essa Gruta ainda existe na Pampilhosa da Serra...
Autor ?
A Casa do Arco
, situada ao cimo da Rua 5 de Outubro, é um bom exemplo de construção dos séculos XVI / XVII. O portão é em arco de volta inteira, interrompido por duas arestas chanfradas. Este edifício já não exibe a grande varanda central que possuía ainda em 1934, conforme testemunha um desenho feito à pena por Monsenhor Nunes Pereira.Chafariz
: É de 1863 e foi traçado em linhas de tradição Neo - Clássica.Cristo Rei: Outra referncia de vital importncia o Cristo Rei, que se encontra virado para a Vila e do qual se pode apreciar a zona que cerca a Pampilhosa da Serra.
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