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Situa-se esta
freguesia no sudoeste do concelho, perto do rio Unhais e distando da sede
cerca de catorze quilómetros. Compreende os lugares de Machio de Cima,
Machio de baixo, Maria Gomes e Travessa. O topónimo Machio surge em diversos documentos medievais e pela primeira vez, que temos conhecimento, num documento de 1241. Trata-se da sentença dada pelo bispo da Guarda na questão entre o prior da Pampilhosa e o prior da Vila de Alvaro sobre os dizímos do Machio. Ao levantar-se uma questão entre os priores de duas vilas sobre os dízimos deste lugar, parece ser legitimo afirmar que se tratava de um núcleo populacional de dimensões relevantes. O Machio é também
indicado na carta de foral de Alvares. Nela, pode ler-se a dado passo:
"....he carta de foro perpetuum que mandamos fazer eu martim
gonçallluez e mjnha mulher maria viegas a vos homeens que pouoaaes essa
nossa herdade d’alvares damo-lla e..... e vae a oujaaes e saae acima do machio
de martim viegas e descendo ao zezere ...". O topónimo, ao ser
referenciado nas confrontações de uma propriedade privada, indicia o seu
povoamento no século XIII.
A paróquia do Machio é de invocação de S. Miguel, pertenceu ao bispado da Guarda até 4/9/1882, altura em que foi transferida para o de Coimbra. A igreja matriz do Machio tinha a actual localização e terá sido uma ampliação da capela de S. Miguel já existente e documentada no livro de Visitações da Pampilhosa para os anos de 1700-1799. Virgílio Teixeira descreve-a assim: "É do século XVIII e dedicada a S. Miguel. Edifício modesto com torre à direita da fachada. Os tectos são apainelados. O templo possui três modestos altares, com tribunas entalhadas ao gosto do final do séc. XVIII, mas de arte artificianal. A imagem do orago levantando a espada do arcanjo, é de tipo corrente de esculturas dos séculos XVI-XVII". Na torre da igreja que terá sido construída em 1916 inserem-se três sinos, o mais antigo dos quais data de 1778.A Paróquia era um curato de apresentação do prior da Pampilhosa. A freguesia do Machio, em 1868, tinha 66 fogos e 270 habitantes (Estatística paroquial), enquanto que os censos de 1890 atribuem-lhe 82 fogos e 393 habitantes.
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