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Um clima
duro e rigoroso; um terreno ingrato e difícil; um vida
rude e suada; um isolamento secular e sentido, moldaram
um conjunto de pessoas humildes e tementes a Deus. A
gente da Pampilhosa da Serra!
- Com raízes bem antigas e que
se confundem com a bruma dos tempos que
antecederam a nacionalidade, o
concelho de Pampilhosa da Serra é uma região
habitada há muito, muito tempo e por
onde passaram vários povos.
O clima e
o terreno não permitiram grandes desenvolvimentos,
apenas uma cultura de sobrevivência; a vida e o
isolamento não ajudaram a rasgar novos horizontes,
apenas abriram as portas à e/imigração, todavia a
história, a tradição e o património cultural
permanecem lá, intactos, vivos.
Ignorar
ou não se preocupar com os legados que os nossos
antepassados deixaram demonstra falta de respeito por
pessoas que trabalharam de sol a sol e por crianças que
não souberam o que era brincar, pois bem cedo
carregaram aos ombros a responsabilidade de ser "homens
pequenos".
Percorrer
aquelas serras e encontrar aldeias e lugares desertos,
emociona.
Encontrar
casas de pedra, porventura já em ruínas, junto aos
ribeiros ou próximo de alguma nascente, e pensar que
ali se criaram famílias inteiras, não pode deixar
ninguém indiferente. Só quem não tiver coração ou
for frio como as águas que nascem nas profundezas das
nossas serras.
Entrem e
percorram de lés a lés o concelho de Pampilhosa da
Serra, vejam e prestem homenagem às mulheres e aos
homens de coragem que construiram, com as suas próprias
mãos, aldeias inteiras e descobriram terras de cultivo
nas íngremes e rochosas encostas das Serras da
Pampilhosa.
Tal como
nós, sintam orgulho nos pais que tiveram e em serem da
Pampilhosa da Serra.
CÉSAR
ALMEIDA MENDES DE OLIVEIRA

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